sábado, 16 de julho de 2016

A grande negação


Julho 15, 2016

A Terra gira estranha, empurrando todo mundo, que segue aos trancos e barrancos. Com as dores de ser gente que sente, que pensa, que rumina, que significa. Que ao ver o final do ciclo da vida perde o sentido em viver. Que tem na distância física não apenas um numero de quilômetros, metros, e milhas, mas também um buraco, que queima e congela, tudo junto, ao mesmo tempo. Que vive segundos que são horas, e horas que são sua vida inteira. Ao ver gente virar pétala a gente cai na terra, aos prantos, sem entender nada. É a nossa grande negação, que nos mantém vivos, saltitantes e sorridentes por ai, é a ilusão necessária. Que esconde o maior segredo que seu coração de gente, fraco e sem ritmo, fingi que esqueceu: um dia, todos, de gente viramos flores, e planetas, e pedaços de nuvens. De seres pensantes e cheios de vontades, viramos uma lembrança, um buraco na vida de alguéns. Buraco, sem quilômetros, nem metros, nem milhas. Infinito. Quem não se engana, chora a cada esquina. Não quer levantar. Sente o peso. Que isso menina! Olhe seus minutos, é contagem regressiva: vai sorrir também!



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